O boicote em After Hours – Outro erro pra por na conta Grammy?

Finalmente saíram as indicações ao Grammy. A academia soltou a lista de indicados e claro que temos grandes nomes concorrendo esse ano. Beyoncé é uma das mais indicadas e mereceu pelo grande trabalho, Taylor Swift serviu o mundo com qualidade, aclamação e conceito. Além da Gaga que já vem desde o começo do ano trabalhando com a Chromatica, Dua Lipa com o Future Nostalgia, enfim… Mas tem alguma coisa de terno vermelho e óculos de sol faltando não é mesmo?

O Grammy pecou por outro lado em 2020, por ignorar muitos outros artistas, como o The Weeknd. Abel lançou em 2020 um dos seus melhores discos do no, o After Hours, que já vem sucedendo outras eras marcantes, e em 2020 ele se destacou entregando performance, muita habilidade vocal e um claro conceito que vai marcar a cultura pop, tenho certeza. Ano que vem vamos ver pessoas fantasiadas de Abel, com terninho vermelho e óculos de sol. Esse foi o look da era, que foi muito bem posicionada e trabalhada. Tudo pra figurar um sádico, masoquista, e altamente sexy. Uma era composta de aclamação atrás de aclamação, vendeu e vende muito.

After Hours foi um destaque com toda certeza. Seus lançamentos já estão pendurados no topo da Billboard, e Blinding Lights ainda está no top 10, uma canção lançada no começo do ano de 2020. Por que ignorar um trabalho tão grande e marcante como esse?

Abel submeteu o After Hours apenas para categoria Best Pop Vocal, e se a gente comparar vendas, charts e qualidade musica, vamos perceber o merecimento que o disco do The Weeknd tem, se comparar com outros trabalhos indicados na categoria. O After Hours não pareceu tão bom como o Changes do Bieber, um trabalho que sucumbiu ao flop sendo um projeto que eu descrevo como sem personalidade, sem propriedade musical e extremamente esquecível. Não vou comparar a qualidade dos singles do The Weeknd perto das canções lançadas pelo Bieber, uma completa falta de coesão nas escolhas. Pra usar outros sucessos de exemplo pra comparar temos o Folklore da Taylor Swift, que fugiu muito do pop que vinha produzindo uma pegada com melodias mais alternativas e folk.

Mas é outra edição que poderia ser muito melhor que a anterior, mas segue boicotando alguns artistas porque os mesmo se posicionam sobre suas lutas. Lembro do The Weeknd fazer protestos e falar abertamente sobre Breonna Taylor, por exemplo. Suas performances, a discografia, falando sobre remorsos, amores destruídos por sua própria ganancia, enfim, eu esperava uma chuva de indicações nessa era do terno vermelho, e até disco do ano, esse homem mereceu. Outro erro pra por na conta do Grammy em 2020.

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